Por que as letras do teclado não estão em ordem alfabética?
O layout QWERTY nasceu nas máquinas de escrever dos anos 1870 e sobreviveu a todas as tentativas de substituição.

Olhe para a primeira fileira de letras do seu teclado: Q, W, E, R, T, Y. Nada de A, B, C. Essa organização estranha tem quase 150 anos e começou numa oficina nos Estados Unidos.
A máquina de Sholes
Christopher Latham Sholes desenvolveu uma das primeiras máquinas de escrever comerciais nos anos 1870. Os primeiros protótipos tinham as teclas em ordem quase alfabética, mas as hastes metálicas que batiam no papel se enroscavam quando letras vizinhas eram digitadas rapidamente.
A explicação mais difundida é que Sholes reorganizou as letras para afastar pares comuns e reduzir os travamentos. Historiadores também apontam a influência dos telegrafistas, primeiros grandes usuários das máquinas. O certo é que o desenho foi ajustado por anos até chegar ao QWERTY, vendido pela Remington a partir de 1874.
Curiosidade
Existem layouts pensados para digitar mais rápido, como o Dvorak, criado nos anos 1930. Mesmo assim, nunca conseguiram substituir o QWERTY: todo mundo já tinha aprendido nele.
E o teclado brasileiro?
O padrão ABNT2, usado no Brasil, mantém o QWERTY e acrescenta teclas como o Ç e acentos próprios. Por isso um teclado americano parece 'errado' para quem está acostumado a digitar em português.
- QWERTY: padrão mundial desde o século 19.
- ABNT2: versão brasileira, com Ç.
- AZERTY: variação usada na França e na Bélgica.

Marina Costa
Jornalista com 12 anos de experiência em revistas de comportamento e consumo. Coordena a apuração do Saiba Essa e tem uma obsessão saudável por descobrir por que as coisas são do jeito que são.


